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O mistério do “velhinho” da capa de Led Zeppelin IV

Publicada em: 18/12/2025 16:54 -

Lançado em 1971, Led Zeppelin IV é muito mais do que um dos álbuns mais vendidos da história do rock. Ele também carrega uma das capas mais enigmáticas e icônicas da música: a imagem de um homem idoso, curvado pelo peso da vida, carregando um grande feixe de galhos nas costas.

 

Diferente do que era comum na época, o disco não traz o nome da banda nem o título estampados na capa. No lugar disso, um quadro antigo aparece pendurado em uma parede desgastada, quase como se fosse um fragmento de outro tempo. Essa escolha não foi casual. Após críticas recebidas no álbum anterior, o Led Zeppelin decidiu deixar que a música falasse por si — sem rótulos, sem explicações óbvias.

 

A imagem do homem com os galhos foi encontrada por integrantes da banda em uma loja de antiguidades. O que parecia apenas um detalhe curioso acabou se transformando no símbolo central do projeto visual. O personagem representa o trabalho manual, o esforço humano e a ligação direta com a terra — um contraste claro com o mundo moderno, urbano e industrial que avançava rapidamente no início dos anos 1970.

 

Esse choque entre o antigo e o novo também aparece no próprio conteúdo do álbum. As canções transitam entre o folk, o blues, o rock pesado e momentos quase místicos. É exatamente nesse equilíbrio que nascem faixas eternas como “Stairway to Heaven” e “Going to California”, músicas que atravessaram gerações e seguem vivas — inclusive na programação noturna da Bela Web Hits, onde os clássicos ganham o espaço e o clima que merecem.

 

Com o passar dos anos, o “velhinho da capa” deixou de ser apenas um elemento gráfico e se tornou um ícone cultural. Ele simboliza a tradição, a simplicidade e a resistência do passado diante das transformações do mundo moderno — uma mensagem silenciosa, mas poderosa, que combina perfeitamente com a profundidade musical do álbum.

 

Mais de cinco décadas depois, Led Zeppelin IV continua soando atual, misterioso e relevante. E aquela imagem, aparentemente simples, segue provocando perguntas, interpretações e fascínio — exatamente como as grandes obras da música.

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